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Disparar a bazuca de perto

O melhor sítio para a disparar acaba por ser as agências dos bancos, espalhadas pelo País. E de propósito disse agências e não desde as sedes dos bancos.


Confesso que percebo pouco de artilharia e de armamento, mas daquilo que Hollywood nos dá a conhecer nos filmes, fico com a impressão que a melhor forma de uma bazuca ter impacto é ser disparada de perto do alvo, onde o tiro tem maior probabilidade de ser certeiro.

Quando nos aproximamos de um momento crítico para a economia portuguesa no seu relançamento pós-pandemia, a União Europeia põe-nos ao dispor um arsenal financeiro para ser disparado pela bazuca do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Trata-se de um momento crítico, em que os tiros terão de ser certeiros e chegar verdadeiramente à economia real. Temos de acertar com o tiro da recuperação nas empresas, sobretudo nas PMEs e nos empreendedores, enfim em todos os que mostraram a resiliência durante a pandemia para querer investir e fazer o País crescer.

Para a bazuca ter o máximo impacto não pode ser disparada do Terreiro do Paço! Tem de ser disparada de perto. O melhor sítio para a disparar acaba por ser as agências dos bancos, espalhadas pelo País. E de propósito disse agências e não desde as sedes dos bancos. É preciso estar o mais perto possível dos alvos. E a chamada banca de proximidade que se revela crítica nesta altura. Acontece que os principais bancos vêm concentrando atividades, por questões de óbvias economias de processo e em resultado de uma muito meritória transformação digital da atividade bancária.

É possível resolver este dilema da eficiência por concentração de atividade digital e proximidade para a bazuca? A resposta pode vir de um setor existente em todo o País e muitas vezes ignorado, mas que vai fazendo o seu caminho serenamente: o crédito cooperativo. Em Portugal, o crédito cooperativo existe há bem mais de um século e é uma decorrência natural do Código Cooperativo, que é um daqueles tesouros nacionais escondido à vista de toda a gente. 

O crédito cooperativo está limitado às caixas de crédito agrícola mútuo com inúmeras restrições de atividades. Existem largas dezenas destas instituições espalhadas pelo País e vêm trilhando serenamente o seu caminho, provando a sua resiliência em saudável simbiose com o setor agrícola. Umas caixas maiores, outras menores, quase todas agregadas num sistema comum, uma mão cheia delas em total independência. (Disclaimer: trabalho neste momento num projeto para estas 5 caixas independentes, mas o meu argumento aqui, desta vez, não é sobre estas caixas específicas, mas sobre todas elas). Muitas das instituições financeiras com indicadores mais sólidos no País vêm deste conjunto de caixas de crédito cooperativo.

A verdade é que estas instituições são os últimos vestígios de um capitalismo popular que moldou todas as instituições financeiras modernas no Velho e no Novo Continente. Em Portugal, estas instituições resistiram a todos os regimes políticos que o País teve desde a monarquia constitucional à república membro da União Europeia. Cumpriram o seu papel de proximidade nos momentos mais difíceis da nossa História nos últimos 140 anos, sendo discretos auspiciadores de grandes negócios e investimentos feitos na agricultura e sucedâneos. Se hoje temos uma agricultura dinâmica e modernizada devemo-lo em muito grande parte a toda esta rede de caixas, sejam elas integradas ou independentes. Aliás, no tal paradoxo entre proximidade e digitalização, estas instituições de proximidade são as que mais têm apoiando a transformação digital da agricultura portuguesa. Por outras palavras, é possível deslaçar o nó górdio. 

O papel que as caixas podem desempenhar agora torna-se por demais interessante e só se lamenta que não existam mais destas instituições para apoiar outros setores da economia.

A esse respeito vale a pena confrontarmos o que fizeram os nossos amigos brasileiros com o mesmo instrumento e partindo de uma matriz muito semelhante à nossa no final do século XIX no Novo Continente: Ao contrário do que sucede em Portugal, no Brasil a banca cooperativa existe com registos locais próximos dos nossos (aliás também muito replicando a matriz da economia social tradicional portuguesa, com as misericórdias), mas está estendido muito para além do setor agrícola. Alarga-se a outros setores de atividade e cruza muitas vezes a fronteira do próprio corporativismo, com o crédito cooperativo a aparecer associado a organızaçoes pronssionais. A banca cooperativa brasileira é altamente democrática, transparente e escrutinável, representando um mecanismo muito interessante para um País com problemas endémicos de corrupção. Há uns anos atrás estas instituições, confrontadas com territórios enormes e desertificados apostaram fortíssimo na digitalização. Perceberam que o caminho certo era antes o da proximidade e estão hoje confortavelmente a operar num contexto paradoxal de digitalização... em proximidade. 

O nosso caminho em Portugal, pode e deve seguir este ensinamento nas nossas caixas: digitalizar sim, mas sobretudo promover a transformação digital a jusante, mas nunca perder o caráter local e de muita proximidade! Repito a ideia do início: é daí que melhor se disparam as bazucas!

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